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Videogame review: Kingdom Rush, em busca eterna da fantasia

Este review foi escrito originalmente como um trabalho acadêmico para a Especialização em Desenvolvimento em Jogos Digitais, na PUCRS, no primeiro semestre de 2013.

Por Rodrigo dMart

A jornada de herói nunca termina. E se estende aos games, ao cinema, à literatura e à televisão. São os casos da eterna trilogia “Senhor dos Anéis”, de J.R.R. Tolkien, e os atuais sucessos de “Harry Potter”, de J.K. Rowling, e “A Guerra dos Tronos”, de George R.R. MartinKingdom Rush é jogo de estratégia no estilo “defesa por torres” (tower defense) ambientado em uma era mágica medieval.

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Kingdom Rush, da produtora uruguaia Ironhide Game Studio.

gameplay requer do jogador alguma familiaridade anterior, seja com jogos de tabuleiro “War” ou RPGs (Role Playing Game) ou jogos de computador como a popular série “Age of Empires”, da Microsoft Games. Em certo aspecto, Kingdom Rush poderia ser considerada uma versão enxuta de Age of Empires, com um recorte específico na batalha por um domínio territorial. 

Este é o terceiro jogo da desenvolvedora uruguaia Ironhide Game Studio, criada em 2010. Os dois anteriores são “Soccer Challenge World Cup Edition 2010” (adivinhações – trivia – sobre a Copa do Mundo da África do Sul) e “Clash of the Olympians” (ataque e defesa). Kingdom Rush foi lançado em 2011 – primeiro em Flash e depois para IOS – com distribuição e patrocínio da Armor Games, website baseado na Califórnia, que se dedica a jogos gratuitos online, em Flash, com perfil principal em temas de fantasia (inicialmente, o site se chamava “Games of Gondor”).

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Cenário do jogo Kingdom Rush.

Interessante conhecer uma equipe de desenvolvedores do Uruguai com projeção internacional. O site da produtora (www.ironhidegames.com) utiliza bem os recursos para cativar uma comunidade de fãs, com descrição dos games, blog e fóruns de discussão. Ainda para 2013, a Ironhide prepara uma atualização de Kingdom Rush chamada “Frontiers” (já lançada em junho). Depois de se estabelecer, a produtora demonstra uma preocupação em se manter “no jogo”.

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Frontiers, atualização do game lançado em junho de 2013.

Para este “review” foram testadas as versões online, em Flash, gratuita para PC, o aplicativo para iPad (comprado por US$ 2,99). Valem destacar os excelentes gráficos e sons do jogo, com as ilustrações ao estilo cartum dos personagens dos mais variados heróis e vilões e uma diversidade de cenários. Não há comparação, é claro, entre a performance online e a do aplicativo para iPad, superior em todos os sentidos.

O objetivo do jogo é proteger as terras do ataque dos inimigos (ogro, bandidos, lobos, aranhas e morcegos gigantes, goblins, orcs, xamãs etc). Para isso é necessário construir as torres de defesa ao longo de estradas em um mapa. Há quatro tipos de torres: guerreiros, arqueiros, magos e artilharia.

O gameplay básico se dá justamente em estabelecer no mapa onde estarão localizadas as torres de defesa e a gerir os recursos durante as batalhas (incluindo aí a movimentação do herói, colocação de “reforços” – essencial para diminuir o avanço dos inimigos – e a utilização de poderes especiais como magias e chuva de meteoros em chamas).

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Trave batalhas épicas no gênero “Tower Defense”.

A navegação de Kingdom Rush ocorre em três níveis: abertura, mapa da aventura e o mapa da batalha propriamente dita. Na abertura temos a tradicional tela com logomarca do jogo, com tela de abertura com título e fundo ilustrados e basicamente duas escolhas: “start” (para “slots” de três jogos simultâneos) e “credits” (créditos dos realizadores), além de conexões com redes sociais (Facebook e Twitter) e, no iPad, link para “comics” (aplicativo de histórias em quadrinhos, que comento em seguida).

No segundo nível, temos o mapa da jornada. Vemos ao fundo uma trilha que percorre este mágico universo medieval. Uma trilha com 12 batalhas na primeira jornada (também no jogo online) e 5 batalhas extras (somente disponíveis para o jogo comprado no iPad ou na versão “Premium” online). Ao final da primeira jornada, você será consagrado como defensor do reino. Em cima à esquerda, opções on/off de “som” e “trilha musical” e à direita placar com progresso de “estrelas” e “diamantes” (gems). Abaixo, seta para voltar ao menu (esquerda embaixo) e 5 opções: “Shop”, “Hero Room”, “Upgrades”, “Encyclopedia” e “Achievements”.

Descrevendo cada possibilidade. Em “Shop”, há loja do Gnomo. Com os diamantes (gems) adquiridos após os turnos do jogo, conforme sua performance, você pode comprar mágicas para utilizar durante os turnos. Com 50 diamantes, você compra mágicas para “congelar inimigos” e “dinamite”, 250 (varinha de congelar), 350 (cinco vidas extras), 500 diamantes (sacola de moedas) e 999 diamantes (bomba gigante). É claro, há opção de explorar “mais gemas (diamantes)”: com US$ 2,99, você adquire 1500 diamantes, US$ 4,99, um saco com 6000 diamantes, e US$ 9,99, baú com 12 mil diamantes.

Na “Hero Room”, a Sala dos Heróis, é possível escolher o perfil do herói do jogo. Há três alternativas gratuitas e seis à venda: três de elite e três “lendárias”, indo de US$ 0,99 a 4,99. No item “Upgrades”, com as estrelas conquistadas, você pode melhorar o poder das torres. Em “Encyclopedia”, um amplo conteúdo adicional para o jogo com material sobre “Towers” – informações sobre torres básicas e avançadas, “Enemies”, “Tips & Hints” e “Strategy Guide” – com link que leva ao site oficial do jogo (www.kingdomrush.com), onde é possível assistir a diversos vídeos produzidos pelos própria comunidade de gamers, demonstrando como melhor utilizar os recursos do jogo. “Achievements” completa o conteúdo de opções, com uma extensa lista de conquistas possíveis para o jogador.

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Vitaminando os heróis na “Hero Room”.

O terceiro nível é o mapa das batalhas.  São diversos cenários (neve, cidadela, floresta, riachos etc), um tabuleiro com os espaços (slots vazios com placas) onde o jogador devem posicionar estrategicamente as torres. Ao clicar ou tocar nas placas, o jogador escolhe o tipo de torre e instala. Toda a interação é “point and click” (no PC com mouse; no iPad com um ou dois toques). O menu superior à esquerda informa a vida (coração) e o dinheiro (moedas) do jogador. As moedas são ganhas conforme o jogador aniquila os inimigos e, com isso, pode reinvestir em mais torres ou melhorias nas torres. Na parte superior à direita, temos as opções “Encyclopedia” (novamente), pausa e menu de opções (recomeçar ou sair). Embaixo à esquerda, temos três janelas com poderes: mágicas (compradas na loja do Gnomo), poder do fogo (chuva de meteoros em chamas) e reforços. Poder de fogo e reforços são disponíveis a cada período de tempo. Os minúsculos personagens – heróis e vilões – ganham vida (e a perdem) neste tabuleiro mágico.

Na abertura do jogo, nas fases iniciais, surgem vários menus explicativos. Tudo para facilitar o entendimento do gameplay: “proteja as terras do ataque dos inimigos” e “construa as torres de defesa ao longo do mapa” e o aviso: “não deixe os inimigos cruzar a ponto de defesa” (cada inimigo que passa a linha de defesa é uma vida a menos no placar do jogador) . É um equilíbrio de estratégia entre posicionamento de torres e gerenciamento de recursos.

Ao final de alguns dias de testes do jogo, considero a experiência Kingdom Rush muita satisfatória. Sinto-me recompensado pelo tempo e dinheiro investidos. Se formos comparar, por exemplo, o custo do jogo com o valor de uma locação de vídeo ou um ingresso de cinema, US$ 2,99 pelo app do iPad é um bom custo-benefício pelo entretenimento que realiza. Kingdom Rush me manteve imerso no mundo mágico de heróis e vilões.

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Histórias em quadrinhos: conteúdo transmídia no universo do videogame.

Vale também ressaltar a preocupação da produtora em criar novos produtos agregados.  No site, no blog, na comunidade do Facebook e no aplicativo do game no iPad, há links para a história em quadrinhos “Kingdom Rush The Comic”. É possível ler o conteúdo transmídia do primeiro fascículo gratuitamente. O segundo número é pago. E um terceiro já está em produção.

E o que mais o pessoal da Ironhide pode inventar? Merchandising com personagens dos games em camisetas, toys, bonés, chaveiros e novos produtos de entretenimento como desenho animado ou até mesmo um parque temático, se seguirem o caminho dos camaradas finlandeses do Angry Birds. Afinal, não há limites para a fantasia.

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