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game, internet, negócios, televisão

Ouya: um grito de independência na indústria dos games

Por Rodrigo dMart

Deseje algo. Imagine que você precise de 10 reais para realizar este desejo. E consiga 100!!!

Foi praticamente o que ocorreu o hoje com o financiamento coletivo do Ouya, console de game colaborativo, através da plataforma KickStarter. A solicitação foi de 950 mil dólares e arrecadou cerca de oito milhões e seiscentos milhões de dólares com a participação de mais de 63 mil pessoas ao redor do mundo. Arrisco a dizer que é umas ações de crowdfunding mais bem-sucedidas da internet no momento.

Ouya, console colaborativo

O que é o Ouya? A Wikipédia nos conta que “é um futuro console de código aberto com Android como sistema operacional” no qual, afirmam os criadores, “toda unidade será enviada com um kit de desenvolvimento de software incluso gratuitamente, além de permitir ter seu hardware alterado livremente pelo usuário”.

E no plano concreto? É uma caixa que você liga à televisão com o acréscimo de controle. Parecido com muito que você já viu, certo? Mas este projeto está correndo por fora dos consoles de games mais conhecidos – os populares Xbox, Nintendo Wii U, PlayStation – da vida. Nasce de uma iniciativa de um grupo de artistas, gamers e empreendedores independentes.

As especificações são bem interessantes: processador quad-core, 1 GB de RAM, 8 GB de memória interna, conexão HDMI com a TV, Wi-Fi, Bluetooth, USB, controles sem fio, roda o Android, sistema operacional já disseminado em celulares e tablets.

Detalhe do controle do Ouya

Mas não é brincadeira de criança. Houve muito planejamento. Há uma equipe de vulto envolvida no projeto capitaneado por Julie Uhrman, fundadora da Ouya, com apoio de veteranos da indústria de games como Brian Fargo, da InXile Entertainment. O pessoal queimou muita “mufa” e construiu um plano fantástico. Uma interessante mirada no futuro. Mesclar games e televisão. Permitir a participação de hackers. Estimular o mercado dos indie games. Distribuir kit para criação de aplicativos e jogos. Pesquisar novo design para o box e controles. Utilizar a estratégia de micropagamentos. Estabelecer rede online alternativa de venda, promoção e distribuição de conteúdos. Agregar públicos diversos. Principiantes, artistas em início de carreira e produtores de jogos já consagrados no circuito independente: MinecraftCanabalt, entre outros.

Bueno, investi no projeto (junto com milhares de pessoas). Comprei o kit do console e dois controles. Paguei para ver. Acreditei na ideia. Por sua vez, vale comentar que o KickStarter tem parceria com a Amazon Payments, empresa decana em projetos de internet (aliás, uma das poucas que pode se gabar disso). A entrega está programada para março de 2013. Estarei aguardando com mate pronto e louco para jogar.

Discussão

2 comentários sobre “Ouya: um grito de independência na indústria dos games

  1. Reblogged this on Experimental Heroe comentado:
    Texto do lendário Rodrigo dMart sobre o OUYA, o console consolidado (sic) por financiamento coletivo que promete ser a grande surpresa da indústria dos games em 2013. Já deixei registrado em debates da turma de Jogos Digitais da PUCRS que o videogame deve ser lançado no Rio Grande como OUYAGALETÊ, para ter um maior apelo com a gauchada exigente.

    Publicado por Tony Bernardini | 2012/08/14, 11:49 AM

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  1. Pingback: KickStarter ultrapassa 1 bilhão de doláres em financiamento coletivo | IMAGINA - 2014/03/03

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